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Violência intercomunitária aumenta insegurança no Mali
Texto F.P. | Foto MINUSMA | 11/08/2019 | 07:03
Religiosas que trabalham na paróquia de Kati, a 15 quilómetros da capital, foram aconselhadas pelas autoridades a evitarem as deslocações às aldeias, por causa dos ataques
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A região central de Mopti, no Mali, tem sido cenário nos últimos meses de violência intercomunitária, com emboscadas às forças de segurança e ataques contra camiões do exército. Esta semana já morreram dois militares e dois civis, em ofensivas até agora não reivindicadas.

O aumento do clima de tensão surge depois da assinatura dos acordos tréguas entre os grupos armados de Peul, tradicionalmente pastores, e Dogon, principalmente pastores, na região centro do país. As duas comunidades acordaram cooperar entre si e instaram os restantes grupos armados, que não se juntaram ao pacto, a pôr fim à violência.

«Face à situação de precariedade e insegurança, as autoridades de Bamako convidaram-nos a não ir às aldeias, ou a tomar muitas precauções, como mudar regularmente o itinerário, não sair sempre à mesma hora, com o mesmo carro, mas tentamos ir de toda a forma para não deixar as pessoas sozinhas», testemunhou à agência Fides a irmã Myriam Bovino, missionária das Irmãs de Maria Imaculada, que trabalha na paróquia de Kati.

A maioria das pessoas que foram obrigadas a abandonar as suas casas está concentrada nas regiões de Ségou e Mopti. Segundo o gabinete de coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, estima-se que o número de deslocados ascende a 70 mil. A violência intercomunitária, agravada pelos ataques jihadistas, atingiu o seu ponto alto em março passado, próximo da fronteira com o Burkina Faso, onde cerca de 160 pessoas da etnia fulani foram assassinados por presumíveis caçadores dogones.
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