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Portugal
Solidariedade
Jovens percorrem ruas em busca de bens para Moçambique
Texto J.B. | Foto DR | 13/08/2019 | 07:01
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Mais de duas dezenas de jovens portugueses percorreram ruas do norte de Portugal para apelar à doação de bens para Moçambique. A «generosidade» das pessoas foi «muita» e foi possível reunir «imenso material»
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Vinte e três jovens portugueses cheios de «esperança» e motivação, angariaram, ao longo de uma semana vivida em Água Santas, «imenso material» para Moçambique, uma demonstração da crença dos mais novos, que «acreditam que podem mudar o mundo ajudando quem mais precisa», conforme se pode ler na página de divulgação do projeto.

O material para fins solidário foi angariado porta-a-porta, graças à «muita generosidade das pessoas», no âmbito do Campo de Trabalho Missionário (CTM), que decorreu de 4 a 11 de agosto, com a designação «Tatende» (Obrigado, em português). O encontro decorreu nas instalações dos Missionários da Consolata de Águas Santas, congregação que dinamizou a atividade. com o contributo de leigos, e sob o lema «Uma nova esperança para Moçambique».

Os organizadores da iniciativa manifestam, através das redes sociais, o seu agradecimento a «todos os jovens que participaram e levaram a missão de ajudar Moçambique com toda a garra e compromisso». Expressam também a sua gratidão aos «animadores, que acompanharam e motivaram os jovens para esta entrega à missão, relembrando-os que Deus deve estar sempre no centro» da ação.

 

Não ficam de fora dos agradecimentos a «todas as pessoas que com generosidade receberam os jovens e contribuíram para a causa de Moçambique», assim como a «todos os que continuam a apoiar este projeto, o qual já é um sucesso», garantem. Ao longo de uma semana vivida no norte de Portugal, os participantes puderam escutar o testemunho dos seus animadores, de missionários, de religiosas e sacerdotes que «falaram sobre as suas vocações e como a missão os preenche». «Não pergunto quem quer ser milionário porque talvez respondessem todos `Eu`, mas pensem antes: quem quer ser missionário?», questionou um dos sacerdotes.

 

Não faltaram momentos de oração inspirados na atividade missionária, recordando-se o exemplo de Santa Teresa Benedita da Cruz, «convertida ao catolicismo, e que viveu os seus últimos dias num campo de concentração sem nunca abdicar da sua fé». A iniciativa colocou os mais novos a partilhar os seus «medos e inseguranças, junto da fogueira», onde se puderam viver momentos de «profunda partilha e muita emotividade».

Do programa do Campo de Trabalho Missionário fez ainda parte a visualização de um filme que sensibilizou os mais novos para a «superação das dificuldades, sejam elas físicas ou sociais, como o preconceito». O momento «mostrou-nos que não nos devemos deixar vencer pelas dificuldades nem pelos preconceitos» referem os mais novos. O «entusiasmo e espírito de equipa» marcaram toda uma semana repleta de amizade e solidariedade, uma experiência que marcará a vida de todos quantos se envolveram neste projeto.

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