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Papa elogia reação do povo de Génova, um ano após queda de ponte
Texto J.B. | Foto Lusa | 14/08/2019 | 07:11
A tragédia que ocorreu há um ano provocou mais de quatro dezenas de mortos. O local do desastre faz parte das memórias do Sumo Pontífice
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O primeiro aniversário do desmoronamento da ponte Morandi, em Génova (Itália), é recordado pelo Papa Francisco, através de uma carta. A catástrofe ocorreu a 14 de agosto de 2018, provocando a morte a 43 pessoas. «Foi uma ferida infligida no coração da cidade, uma tragédia para quem perdeu os próprios parentes, um drama para os feridos, um evento assustador para quem foi obrigado a deixar as próprias casas vivendo como deslocado», escreve o Santo Padre numa carta ao jornal «O século XIX».

Na missiva citada pelos serviços de comunicação do Vaticano, o Santo Padre dirige-se diretamente às vítimas da tragédia. «Quero dizer-lhes que não os esqueci, que rezei e rezo pelas vítimas», refere o Sumo Pontífice, afirmando que perante acontecimentos assim as «pobres palavras humanas resultam inadequadamente». «Não tenho respostas, porque depois dessas tragédias só se pode chorar, permanecer em silêncio e interrogar-nos sobre a razão da fragilidade daquilo que construímos e, sobretudo, rezar», acrescenta.

No entanto, Francisco deixa às vítimas palavras de alento. «A resposta de Deus à nossa dor foi a sua proximidade, uma presença que nos acompanha, que não nos deixa sós», refere na missiva, lembrando as suas memórias em relação ao local da catástrofe. «Sempre que penso em Génova penso no porto. Penso no lugar de onde o meu pai partiu. Penso na fadiga quotidiana, na vontade obstinada e nas esperanças dos genoveses», refere o Papa, afirmando que a Igreja local se associa aos sofrimentos daquele povo.

Francisco não deixa de destacar a resiliência da população local. «Sei que depois de uma grande tragédia que feriu famílias e a cidade, vocês souberam reagir, levantar-se e olhar para frente. Não percam a esperança», apela o Papa. Quase um ano após a queda da ponte, a demolição do que restou está concluída. Agora, o local está apto para ser reconstruído, mas familiares das vítimas ainda pedem justiça.

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