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Jovens incentivados a trabalhar a terra
Texto Francisco Pedro | Foto DR | 19/08/2019 | 07:09
Projeto missionário no distrito de Marávia, em Moçambique, procura ajudar os adolescentes a explorarem melhor os recursos naturais e a apostarem mais na agricultura
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Numa zona afastada dos grandes centros, onde só se chega através de estradas em terra batida e os índices de analfabetismo atingem os 75 por cento, todas as ajudas são poucas para ajudar a melhorar a qualidade de vida e as formas de sobrevivência da população. Com base nesta premissa, os Missionários da Consolata desenvolveram um projeto de formação, destinado a pelo menos uma dezena de jovens da região de Uncanha, no distrito moçambicano de Marávia, para os incentivar a explorar as potencialidades agrícolas da região e a conceber pequenas explorações para criação de animais.

«Em traços gerais, o projeto procura estimular uma série de elementos da comunidade a trabalhar o campo, as hortas e a criação de animais. A primeira fase decorreu em abril e maio de 2018, com formação e entrega de material para a criação de hortas e produção de animais, e a segunda etapa desenvolveu-se em outubro, com os cultivos de milho, feijão e amendoim. O objetivo foi dar aos jovens a oportunidade de potencializar o bom solo, a água do rio Ncanha e as grandes áreas de terreno, visando a melhoria da vida, a venda de produtos e a assistência a algumas atividades sociais», explicam os promotores da iniciativa.

Com o financiamento de doadores privados italianos, que angariaram os 5.300 euros solicitados, os missionários conseguiram comprar diverso equipamento agrícola (enxadas, ancinhos, regadores e uma bomba de nebulização), sementes, bois, um arado, perus e galinhas, e uma cerca para proteger as plantações de uma eventual investida dos animais.

Os Missionários da Consolata chegaram a Marávia em 2013 e, desde então, têm trabalhado na recuperação da missão de Uncanha, transformando-a num centro de formação. Em 2018 iniciaram o primeiro curso de formação e promoção humana integral, com uma turma de 85 alunos, de diferentes idades. Mais tarde, criaram um centro de alfabetização de adultos e a ideia é prosseguirem com as ações que proporcionem o crescimento pessoal e profissional da população.
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