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É preciso «apoio de longo prazo» para vítimas de ataques
Texto J.B. | Foto Lusa | 21/08/2019 | 11:06
No dia dedicado às vítimas de ataques em todo o mundo, o secretário-geral da ONU refere que a comunidade internacional precisa de «fornecer apoio multifacetado e de longo prazo» às pessoas que se encontram nestas circunstâncias
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O Dia Internacional em Memória e Tributo às Vítimas de Terrorismo é assinalado esta quarta-feira, 21 de agosto, com António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a lembrar que o terrorismo «causa danos permanentes aos indivíduos, famílias e comunidades» e que «essas cicatrizes são profundas» e que «nunca desaparecem».

«Não importa há quanto tempo um ataque aconteceu, as vítimas continuam a lutar com o seu legado», defende o responsável, numa mensagem publicada para assinalar a data. Guterres refere que «vítimas e sobreviventes em todo o mundo precisam de uma oportunidade para se curarem através de justiça e apoio». E, por isso, a comunidade internacional tem de «fornecer apoio multifacetado e de longo prazo» para que as vítimas se «possam curar, recuperar e reconstruir as suas vidas e ajudar os outros».

Segundo as Nações Unidas, são «poucos» os Estados-membros que «dispõem dos recursos ou da capacidade para satisfazer as necessidades de médio e longo prazo necessárias para que as vítimas recuperem totalmente, se reabilitem e integrem novamente na sociedade».

Para assinalar a efeméride, o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) e o Grupo de Amigos das Vítimas do Terrorismo inauguram nesta data uma exposição fotográfica na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque (Estados Unidos da América). A mostra apresenta ao público declarações e histórias das vítimas e será inaugurada por António Guterres, indicam os serviços de comunicação das Nações Unidas.

Através de uma nota dedicada à data, Yuri Fedotov, diretor executivo do UNODC, refere que os «recentes ataques terroristas em todo o mundo mostram a terrível verdade de que nenhuma sociedade, nenhum país permanece ileso ou intacto». Para este responsável, a efeméride «destaca a resiliência e a coragem das vítimas e sobreviventes e homenageia as muitas mulheres e homens que superaram a tragédia para se tornarem aliados vitais na luta contra o terrorismo».

Yuri Fedotov acredita que as vozes das vítimas se «elevam acima das narrativas distorcidas dos terroristas» e que é «dever da comunidade internacional ampliar essas vozes». O diretor executivo do UNODC lamenta que as vítimas se deparam com diversos desafios para conseguir justiça, assim como dificuldades no acesso à informação, falta de mecanismos apropriados ou ausência de apoio médico, financeiro e psicossocial a longo prazo.

Também numa mensagem dedicada à data, Fionnuala Ní Aoláin, relatora especial das Nações Unidas para a proteção e promoção dos direitos humanos e liberdades fundamentais no combate ao terrorismo, pede aos governos que intensifiquem os esforços de apoio às vítimas. A responsável lembra que estas pessoas «frequentemente experimentam a violência sem rosto, sem nome e totalmente indiscriminada». Fionnuala Ní Aoláin alerta ainda para a possibilidade de, muitas vezes, as vítimas terem «poucos» recursos «físicos, emocionais, legais ou financeiros para responder a essa violência e para lidar com as complexas consequências jurídicas, médicas, sociais e económicas».

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