+ infoAcontecer
Fátima
Curso de Missiologia
Respeito e fraternidade dominam curso em Fátima
Texto Juliana Batista | Foto Ana Paula | 30/08/2019 | 15:06
Sacerdote português que esteve nove anos em missão em Angola é o último dos oradores do Curso de Missiologia. O missionário defendeu em Fátima que a Igreja «tem de trabalhar pela promoção humana»
imagem

Uma semana formativa é também sinónimo de criação de laços de amizade, de partilha de histórias e de cumplicidades entre aqueles que a integram. Disso é exemplo o Curso de Missiologia que decorre em Fátima na última semana de agosto. Ao longo de seis dias, cerca de 60 pessoas têm escutado os mesmos oradores, refletido sobre os mesmos temas e entoado as mesmas músicas.

 

Além das conferências, dos trabalhos de grupo e dos momentos de oração, os formandos tiveram a oportunidade de visitar o Consolata Museu | Arte Sacra e Etnologia, recitaram o terço na Capelinha das Aparições e viram o filme «Silêncio», de Martin Scorsese. A película e a análise que lhe foi feita deixou os formandos surpresos, com as elações que se podem tirar da obra.

 

Na véspera do encerramento da formação, o dia é dedicado ao tema «Missão e diálogo». A temática é abordada nas instalações dos Missionários da Consolata por José Nunes, sacerdote doutorado em Teologia Pastoral, que esteve nove anos em missão em Angola. O missionário falou à audiência sobre o papel da Igreja.

 

 «A Igreja, na sua missão, deve dialogar, propor, e não impor. A missão da Igreja deve ser dialogar com o mundo, com as realidades terrestres, deve estar em sintonia com o que se passa. A Igreja tem de dialogar com estas realidades, tem de dialogar com as culturas», demonstrou o sacerdote.

 

Mas o papel da Igreja, e daqueles que a compõem vai ainda mais longe. «A Igreja, na sua missão, tem que trabalhar pela promoção humana, pelo respeito da criação, ecologia integral, a justiça e paz. Isso faz parte da missão. Faz parte do anúncio do Evangelho», esclareceu o orador.

 

José Nunes sensibilizou a audiência para o contacto com as diferentes realidades. «A Igreja, na sua missão, tem de respeitar as diferentes culturas dos povos, e fazer um diálogo de enriquecimento recíproco entre o Evangelho e cada cultura em particular. A Igreja está no mundo», frisou.

 

A escutar as palavras do missionário, que se encontra a traçar uma análise ao tema «Missão e diálogo» ao longo de toda esta sexta-feira, 30 de agosto, está Lúcia Lucas, uma religiosa com 30 anos de idade da congregação Irmãs de São José de Cluny. O Curso de Missiologia assume especial «importância» para a jovem, que tem em vista «formar um grupo de voluntários que deverá partir em missão para a Guiné-Bissau no próximo ano», conforme explicou a própria, em declarações à FÁTIMA MISSIONÁRIA.

 

A formação chega ao fim este sábado, 31 de agosto. A manhã será animada por uma «Tertúlia missionária». Pelas 11h30 terá lugar a Eucaristia de encerramento, que será presidida por Manuel Linda, bispo na diocese do Porto e presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização. Chega assim ao fim uma semana de encontros, partilhas, formação, onde o respeito, a inter-ajuda, os sorrisos e a fraternidade dominaram cerca de 60 pessoas, com percursos de vida muito distintos, mas todas elas apaixonadas pela missão.

Qual é a sua opinião?
Login
Email: Palavra-chave:
Esqueceu-se da sua palavra chave?
Registar
Comentário sujeito a aprovação.