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Maurícia: visita do Papa serve de incentivo à reflorestação
Texto F.P. | Foto Vatican News | 09/09/2019 | 11:33
Para assinalar a visita do Pontífice à ilha, e reconhecer o seu empenho na preservação do ambiente, a população vai plantar 200 mil árvores, uma iniciativa que serve também para reflorestar o país
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Mais de 100 mil fiéis reuniram-se no Monumento de Maria, Rainha da Paz, na ilha Maurícia, esta segunda-feira, 9 de setembro, para assistir à Missa presidida pelo Papa Francisco, no âmbito da sua vista de um dia ao país. Na sua homilia, o Santo Padre desafiou a Igreja Católica a confiar mais «nos pobres e descartados, apresentando como exemplo o missionário francês Jacques-Désiré Laval, do século XIX, que dedicou a sua vida aos antigos escravos na Maurícia.

«A sua solicitude levou-o a confiar nos mais pobres e descartados, para que fossem eles mesmos os primeiros a organizar-se e a encontrar respostas para as suas tribulações. O amor de Cristo e dos pobres marcou de tal maneira a sua vida que o protegeu da ilusão de realizar uma evangelização ‘abstrata e assética’», afirmou Francisco, realçando que o missionário francês «aprendeu a língua dos escravos recém-libertados e anunciou-lhes de maneira simples a Boa Nova da salvação».

A deslocação do Papa à Maurícia é a última etapa de uma viagem a África, iniciada na quarta-feira passada, com passagens por Moçambique e Madagáscar, dois dos países mais pobres do mundo. Em jeito de conclusão desta viagem apostólica, Francisco desafiou as comunidades católicas da região a manter o «impulso missionário» e o «rosto jovem da Igreja e da sociedade».

A ilha Maurícia, situada a este do continente africano, tem 1,3 milhões de habitantes, predominantemente hindus (52 por cento). As minorias cristãs e católicas rondam os 30 por cento e os muçulmanos são cerca de 18 por cento. Para o primeiro-ministro, Pravind Kumar Jugnauth, a visita papal é uma visita «aos habitantes [da ilha] em toda a sua diversidade religiosa».

Seguindo as orientações de Francisco, que não se cansa de clamar por um maior cuidado com o ambiente e a «Casa Comum», a população local começou a plantar cerca de 200 mil árvores, para assinalar a visita apostólica e contribuir para a reflorestação do país.
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