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Eletricidade só chega a menos de metade dos angolanos
Texto F.P. | Foto Lusa | 12/09/2019 | 07:04
Áreas rurais ou semirrurais e as periferias das cidades são as mais afetadas. Governo quer investir na instalação de sistemas individuais de produção de energia fotovoltaica para minimizar o problema
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A aposta na energia solar é apontada pelo governo de Angola para aumentar o fornecimento de eletricidade à população, sobretudo à que vive nas zonas rurais e nas periferias da cidade. Neste momento, menos de metade dos 30 milhões de habitantes tem acesso a energia elétrica em casa.

«O nosso país dispõe de recursos abundantes, recursos energéticos primários, como é o caso da energia solar», que tem hoje um custo cada vez mais competitivo e é uma solução para a eletrificação do território nacional, afirmou esta semana o ministro angolano da Energia e Águas.

De acordo com João Baptista Borges, há uma significativa parte da população ainda a viver em áreas rurais ou semirrurais, zonas das periferias das cidades, e é necessário encontrar soluções que sejam económicas para se levar energia elétrica a essas localidades.

Neste sentido, o Plano de Desenvolvimento do Setor Elétrico e o Plano de Segurança Energética apontam para a construção de uma capacidade de cerca de 600 megawatts de energia solar no país até 2022, com a instalação de cerca de 30.000 sistemas individuais de produção de energias fotovoltaicas, adiantou o governante.
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