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Militares da GNR resgatam 49 crianças migrantes na Grécia
Texto F.P. | Foto GNR | 12/09/2019 | 10:46
Patrulhas destacadas nas ilhas de Samos e Quios intercetaram várias embarcações com um total de 113 migrantes a bordo, 49 dos quais eram menores. Entre as pessoas resgatadas estavam bebés de cinco meses
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A Unidade de Controlo Costeiro (UCC) da GNR, que se encontra destacada nas ilhas de Samos e Quios, na Grécia, anunciou esta quinta-feira, 12 de setembro, ter resgatado no mar Egeu um total de 113 migrantes, entre os quais estavam 49 crianças.

A primeira operação ocorreu na quarta-feira, 11, quando os militares detetaram uma embarcação de borracha que transportava migrantes a bordo, a cerca de duas milhas náuticas de distância do Porto de Pythagorio. A embarcação tinha cerca de sete metros e transportava 37 migrantes, dos quais 13 crianças, oito mulheres e 16 homens.

No mesmo dia, a sul da ilha da Quios, no decorrer de uma ação de vigilância junto à costa, as patrulhas da GNR foram alertadas, pelas autoridades gregas, para a existência de uma embarcação de borracha de pequenas dimensões, onde seguiam 39 migrantes. As operações de resgate revelaram-se «de enorme dificuldade devido ao número elevado de menores, sendo resgatadas 21 crianças, com idades entre os cinco meses e os 17 anos, nove mulheres e nove homens, com idades entre 20 e os 65 anos», informaram as autoridades.

Já na madrugada desta quinta-feira, a sul da ilha de Samos, a equipa terrestre de vigilância marítima da UCC, através dos equipamentos de visão térmica e noturna, detetou uma pequena embarcação de borracha, sobrelotada e à deriva, tendo a bordo mais 37 migrantes, dos quais 15 crianças, oito mulheres e 14 homens. De imediato, esta equipa deu o alerta à embarcação da GNR, que se encontrava a patrulhar aquela área, a qual prontamente se deslocou para o local, permitindo resgatar os migrantes.

A GNR integra a missão da Agência Europeia de Fronteira e Guarda Costeira (FRONTEX) no Mar Egeu, que visa «prevenir, detetar e reprimir casos de imigração ilegal, tráfico de seres humanos e outros crimes fronteiriços, contribuindo fundamentalmente para a salvaguarda de vidas humanas no mar através de missões de busca e salvamento». Este ano, até agora, os militares portugueses detetaram 207 embarcações e auxiliaram 1.842 migrantes.
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