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ONU quer mais segurança nos locais religiosos
Texto F.P. | Foto Lusa | 16/09/2019 | 07:03
Organização apresentou um plano com várias recomendações para melhorar a segurança dos locais de culto e diz contar com a cooperação dos Estados-membros para evitar a propagação do ódio
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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, apresentou esta semana um Plano de Ação para Salvaguardar Locais Religiosos, salientando que os locais de culto «devem ser refúgios seguros para reflexão e paz, e não locais de derramamento de sangue e terror».

A ideia de criar este plano surgiu em março, após o ataque a uma mesquita em Christchurch, na Nova Zelândia. Para que ficasse o mais completo possível, o alto representante da Aliança das Civilizações, Miguel Moratinos, responsável pelo projeto, reuniu-se com governos, líderes e organizações religiosas, sociedade civil, jovens, membros da comunicação social e setor privado para recolher opiniões.

No final, surgiu um documento «orientado para resultados que possam fornecer melhor preparação e resposta a possíveis ataques contra locais religiosos», embora o sucesso desta estratégia dependa sempre «da sua implementação e do compromisso de todas as partes interessadas, em particular dos Estados-membros», sublinhou Moratinos.

Falando a jornalistas depois da apresentação, António Guterres disse que quando locais religiosos são atacados, «são atacados os próprios pilares da sociedade». «O ódio é uma ameaça para todos e, por isso, combatê-lo deve ser um trabalho para todos», prosseguiu o líder da ONU, recordando o aumento dos discursos de ódio contra grupos religiosos, migrantes, refugiados e minorias, as afirmações de supremacia branca e o ressurgimento da ideologia neonazi.
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