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Médicos católicos promovem curso de ética
Texto F.P. | 21/09/2019 | 10:21
A ideologia de género será um dos temas abordados na ação de formação, que conta com a participação de especialistas e investigadores portugueses e espanhóis
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A Associação dos Médicos Católicos Portugueses (AMCP) já está a receber inscrições para participação no curso de formação em Ética Médica, que decorrerá no dia 19 de outubro, no anfiteatro do Instituto São João de Deus, em Lisboa. O tema da ideologia de género será um assuntos em análise.

Ao incluir este tema na ação de formação, a AMCP sublinha a importância de se promover na sociedade a harmonia entre a dimensão biológica e a dimensão psicológica/social da identidade sexual. «As situações em que essa harmonia não se verifica — designadas como `disforia de género´ — são muito raras e devem ser acompanhadas individualmente por médicos e outros profissionais de saúde competentes e especializados», esclarece a organização.

A associação profissional católica considera ainda que em Portugal «se corre o risco de se tomarem decisões legislativas que, para além de não trazerem qualquer benefício em termos de saúde para as crianças e adolescentes com `disforia de género´, impõem às escolas a doutrinação de professores e alunos com base numa ideologia que promove com radicalismo um mundo assexuado, desligado da realidade biológica, e que exclui as famílias e os profissionais da medicina de uma área fundamental que é a da identidade sexual humana».

Além deste tópico, o programa inclui conferências a cargo de especialistas e investigadores portugueses e espanhóis, sobre temas como a relação médico-doente; a objeção da consciência na medicina; as decisões éticas centradas nas famílias; a relação entre a ética médica e a doutrina da Igreja e o impacto das notícias falsas na saúde.

«Existe uma falsa equivalência de crenças erradas – disseminadas pela internet, mas sem qualquer escrutínio científico – com a medicina moderna e rigorosa. As crenças perigosas na área da saúde — veja-se o caso da utilização de testosterona por jovens à procura do `corpo perfeito´ —  e podem conduzir a verdadeiras tragédias pessoais sobre as quais é preciso refletir», destaca a AMCP.
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