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«Os africanos têm possibilidades de ter um futuro melhor»
Texto F.P. | Foto DR | 17/09/2019 | 11:21
No rescaldo da visita do Papa Francisco a Moçambique, Madagáscar e Maurícias, bispo português considera que o Pontífice deixou «boas orientações» à Igreja Católica para promover o combate à corrupção em África
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O bispo português José Alfredo Caires, que trabalha em Madagáscar há quase 40 anos, fez um balanço positivo da recente viagem do Papa Francisco ao continente africano, destacando o facto de ter deixado «boas orientações» à Igreja Católica para promover o combate à corrupção e de recordar aos africanos que podem ter um futuro melhor se souberem aproveitar os valores culturais e a fé.

«Um dos aspetos que nos apercebemos nesta viagem do Papa Francisco a África foi a sua preocupação em repetir que os africanos têm possibilidades de ter um futuro melhor se souberem aproveitar os valores culturais e a sua fé», afirmou o prelado à agência Lusa.

O missionário dehoniano, bispo em Madagáscar há 19 anos, realçou ainda as «boas orientações» deixadas pelo Pontífice para o trabalho «contra a corrupção, nos diversos modos em que ela se apresenta, fazendo respeitar os direitos do povo» e o recado deixado «sobretudo à Igreja Católica, para que esteja mais próxima do povo, nas suas ações concretas: ensino, saúde e desenvolvimento integral, sem criar somente carapaças, dizendo que está com os pobres».

«O país sofre de uma epidemia que não lhe dá a possibilidade de avançar: a corrupção. Uma corrupção que está em todos os setores da sociedade», e em relação à qual todos devem «estar atentos» para não se «deixarem levar», reforçou José Alfredo Caires, considerando que a visita apostólica «deu um novo rumo à vida de igreja em Madagáscar e, sem dúvida, veio ajudar a uma nova consciência social em todas as camadas sociais, mesmo nos não crentes».

«A viagem do Papa Francisco correu bastante bem, e povo foi convidado a ir para a frente com coragem e esperança neste país maravilhoso com mil possibilidades naturais e culturais, mesmo que a vida atualmente em Madagáscar esteja numa situação de grande pobreza» e alguma «insegurança alimentar», concluiu o bispo português.
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