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Reforçadas equipas de apoio a vítimas de tráfico na Serra Leoa
Texto F.P. | Foto François-Xavier Ada-Affana | 08/10/2019 | 12:26
Organização Internacional para as Migrações disponibilizou-se para ajudar as autoridades locais a criarem serviços de atendimento em mais 14 distritos do país
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A Serra Leoa é um país de origem, trânsito e destino para milhares de crianças e mulheres que ano após ano têm sido vítimas de tráfico humano para trabalhos forçados e exploração sexual. Apesar de não haver uma base de dados oficiais para medir com precisão o âmbito do fenómeno no país, sabe-se que o mesmo está a afetar muitas crianças que são retiradas das suas terras de origem e forçadas a mendigar nas ruas, a trabalhar em casas como serventes, em minas ou em plantações.

Em 2005, três anos depois de terminada uma guerra civil que deixou mais de 50 mil mortos e abriu terreno ao aparecimento de redes de tráfico de pessoas, o governo da Serra Leoa promulgou a Lei contra o Tráfico de Pessoas, reconhecendo deste modo o fenómeno como um grande problema nacional. Ao abrigo desta lei, foi criada uma Força Nacional responsável por coordenar a sua implementação.

Porém, apenas uma minoria das vítimas identificadas pelo Ministério de Bem Estar Social, Género e Assuntos da Criança da Serra Leoa, era originária do distrito urbano de Freetown, onde está instalada a Força Nacional, o que tem dificultado a recolha dos testemunhos das pessoas lesadas e levado ao arquivamento de muitos processos.

Para alterar esta situação, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) disponibilizou-se para apoiar o governo da Serra Leoa na descentralização da Força Nacional, e criar novos serviços em 14 distritos do país, aumentando assim o acesso das vítimas e potenciais vítimas à informação, proteção e mecanismos de justiça, por forma a evitar atrasos nas diligências para julgamento dos traficantes.
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