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Desarmamento prossegue a bom ritmo em Moçambique
Texto F.P. | Foto Lusa | 08/10/2019 | 17:32
Aumento do número de guerrilheiros que pretendem largar as armas é encarado como um sinal positivo e um incentivo para as partes prosseguirem no caminho do diálogo e reconciliação
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O Grupo de Contacto nas negociações entre o governo moçambicano e o principal partido da oposição (RENAMO) congratulou-se recentemente com os avanços registados no desarmamento ao abrigo do Acordo de Paz assinado entre as duas partes, reiterando que o diálogo deve continuar para que ninguém inviabilize a paz em Moçambique.

«Incentivamos todos os lados a continuarem o caminho que foi estabelecido e a não permitir que ninguém inviabilize a paz em Moçambique, reiteramos o apoio da comunidade internacional a esse processo e enfatizamos a sua importância para o futuro desenvolvimento e prosperidade» do país, referem os responsáveis do grupo, em comunicado.

De acordo com o documento, o registo de combatentes está em curso na Gorongosa e Dondo, e a existência de cada vez mais guerrilheiros a largarem as armas no âmbito do processo de paz é um sinal positivo, além de um incentivo para as partes permanecerem no caminho do diálogo e reconciliação. «Não há lugar para violência ou ameaças no futuro do país», destaca o Grupo de Contacto.

O Acordo de Paz e Reconciliação para Moçambique foi assinado no passado dia 6 de agosto, entre o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), Ossufo Momade. Apesar de as hostilidades entre as partes terem cessado em dezembro de 2016 e de a paz ter sido formalmente subscrita através dos acordos de agosto, um grupo da RENAMO que contesta a liderança do partido permanece «entrincheirado nas matas», exigindo uma renegociação do acordo e ameaçando fazer voltar a guerra caso o governo se recuse.
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