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ONU sofre a pior crise de liquidez da década
Texto F.P. | Foto ONU / Rick Bajornas | 10/10/2019 | 17:46
De um total de 193 Estados-membros, há 64 que ainda não pagaram as suas quotas à organização. Apesar das medidas de contenção, existe o risco de não haver dinheiro para pagamentos no mês de novembro
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O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, comunicou esta semana aos Estados-membros que a organização sofre a pior crise de liquidez em quase uma década e corre o risco de esgotar as suas reservas em outubro, um cenário que poderá levar a dificuldades no pagamento a funcionários e fornecedores.

Dos 193 países que integram a ONU, apenas 129 têm as quotas em dia. Foram tomadas algumas medidas de urgência para ajustar os gastos à entrada de financiamento, mas já não são suficientes e paira o risco de falta de liquidez, pelo que Guterres lançou um apelo aos Estados incumpridores para que paguem as suas quotas «com urgência e na totalidade».

«Se não tivesse havido contenção de gastos a nível mundial desde o princípio do ano, o défice de tesouraria em outubro poderia ter alcançado os 600 milhões de dólares e a organização não tinha tido a liquidez necessária para cobrir a abertura do debate da Assembleia Geral e as reuniões de alto nível do mês passado», alertou o porta-voz das Nações Unidas, Stéphane Dujarric.

Por enquanto têm sido evitados cortes significativos nas operações da ONU, mas entre as medidas adicionais adotadas para enfrentar a crise, o secretário-geral pediu que fossem reduzidas as viagens oficiais, os gastos em bens e serviços e suspensas as atividades programadas fora do horário oficial de reuniões.
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