+ infoAcontecer
Mundo
Novo alerta para os índices de desflorestação na Amazónia
Texto F.P. | Foto HRL | 14/10/2019 | 16:27
A área com alertas de abates de árvores nos primeiros nove meses do ano quase que duplicou em relação a igual período do ano passado. É já o maior número de alertas de desflorestação desde 2016
imagem
A desflorestação na Amazónia aumentou cerca de 96 por cento em setembro face ao mesmo mês de 2018, segundo dados revelados pelo sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) brasileiro, que emite alertas sobre o abate de árvores. Comparando o balanço parcial de 2019 com todo o ano de 2018, verifica-se um crescimento do desmatamento de 58,7 por cento.

O mês passado, o ex-diretor do INPE, Ricardo Galvão, exonerado pelo Presidente Jair Bolsonaro, havia alertado para o aumento da desflorestação criminosa na Amazónia, frisando eventuais danos irreversíveis na região. O professor e cientista acredita que o corte das árvores mais baixas da floresta começa no final da estação chuvosa, abrindo assim terreno para as queimadas da estação seca.

«Uma das principais razões [da desflorestação] é a `grilagem´», alertou Ricardo Galvão, adiantando que «cerca de 25 a 30 por cento da desflorestação na Amazónia tem áreas não destinadas [sem dono conhecido]. Eles entram, desflorestam, vendem a madeira e vendem a terra para outros». A `grilagem´ no Brasil a definição para a falsificação de documentos para ilegalmente tomar posse de terras devolutas ou de terceiros.

De acordo com o ex-diretor do INPE, a previsão dos cientistas e ambientalistas é a de que se forem desflorestados entre 25 a 40 por cento da Amazónia total «a tendência para que a área se torne uma savana é irreversível».
Qual é a sua opinião?
Login
Email: Palavra-chave:
Esqueceu-se da sua palavra chave?
Registar
Comentário sujeito a aprovação.