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Fome ameaça 45 milhões de pessoas no sul de África
Texto F.P. | Foto Lusa | 09/11/2019 | 07:02
A seca severa que está a afetar vastas áreas do sul do continente africano já está a obrigar algumas famílias a alimentar-se apenas de fruta e raízes selvagens. Teme-se uma emergência alimentar na região
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A falta de chuva e a ocorrência de temperaturas elevadas no sul da África estão a ameaçar de fome cerca de 45 milhões de pessoas, alertou a organização não governamental Oxfam, revelando que já há famílias a sobreviver apenas com o recurso a fruta e raízes selvagens.

«Estamos a testemunhar milhões de pessoas, que já são pobres, a enfrentarem uma insegurança alimentar extrema e a esgotarem as suas reservas, devido à combinação de choques climáticos, que atingiram sobretudo as comunidades que já estavam vulneráveis. Estas precisam de ajuda urgente», afirmou Nellie Nyang´wa, diretor da organização para o sul de África.

Várias zonas do Zimbabwe registaram as precipitações mais baixas desde 1981, contribuindo para colocar mais de 5,5 milhões de pessoas em risco de insegurança alimentar extrema. Na Zâmbia, que um país produtor de milho, as exportações foram proibidas e 2,3 milhões de habitantes estão a passar por dificuldades alimentares. A disponibilidade alimentar está a afetar ainda a população de Angola, Malawi, Moçambique, Madagáscar e Namíbia, de acordo com a Oxfam.

«A mistura sucessiva de secas e inundações tem sido catastrófica para muitas comunidades. Em muitas das áreas afetadas não existe água potável suficiente, o que significa que as pessoas e os animais – tanto o gado como os selvagens – estão a usar os mesmos pontos de água», afirmou, por sua vez, o secretário-geral da Cruz Vermelha da Zâmbia, Kaitano Chungu.
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