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As dietas tradicionais e o desenvolvimento sustentável
Texto F.P. | Foto Martin Winkler | 30/11/2019 | 07:03
Agência das Nações Unidas apela à proteção e promoção das dietas tradicionais e da diversidade alimentar para melhorar os padrões de saúde e cuidar do meio ambiente
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As dietas tradicionais e indígenas têm inúmeros benefícios, mas com frequência são ignoradas devido às mudanças nos hábitos alimentares e padrões de consumo, provocados por fatores como o crescimento demográfico, a globalização, urbanização, pressões económicas e o rápido ritmo de vida, alerta a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO).

Para inverter esta tendência, e contribuir para as metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a agência organizou um encontro em Roma, Itália, onde, além de divulgar informação sobre dietas saudáveis, desafiou a comunidade internacional a «tornar disponíveis e acessíveis» os alimentos tradicionais, sobretudo para os grupos de pessoas mais vulneráveis.

«As dietas saudáveis tradicionais e indígenas encerram a sabedoria dos nossos antepassado e a essência cultural de gerações inteiras», afirmou o diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, apontando como exemplos a dieta mediterrânea, que implica uma ingestão elevada de uma grande variedade de hortaliças, frutas, legumes, ervas e azeite; a nova dieta nórdica; a dieta tradicional japonesa e a cozinha regional do sul da China.

Estes hábitos de alimentação são benéficos para a redução do colesterol e prevenção de doenças cardíacas e da diabetes, mas são frequentemente esquecidos, devido ao ritmo de vida atual. Neste contexto, Dongyu pediu a união de esforços para que as dietas tradicionais recuperem a sua importância através de iniciativas que despertem o interesse dos jovens na redescoberta das comidas saudáveis feitas em casa e desincentivem o consumo de comida rápida.
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