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Nove padres sequestrados só no estado nigeriano de Enugu
Texto F.P. | Foto Lusa | 29/11/2019 | 17:38
Último sacerdote a ser feito refém já foi libertado pelos sequestradores. Esteve dois dias em cativeiro mas encontra-se em boas condições de saúde, segundo as autoridades policiais
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O padre Malachy Asadu, o nono sacerdote sequestrado este ano no estado de Enugu, no sul da Nigéria, foi libertado dois dias depois do sequestro e encontra-se bem de saúde, revelaram esta semana as autoridades policiais nigerianas. Asadu tinha sido feito refém no passado dia 25 de novembro, quando regressava de uma reunião diocesana.

O sequestro do sacerdote ocorreu nove dias depois de um outro caso, que envolveu o padre Teófilo Ndulue, desaparecido a 16 de novembro e libertado três dias depois. Há ainda a registar o sequestro do vice-reitor do seminário Rainha dos Apóstolos, a 28 de outubro. Arinze Madu seria posto em liberdade dois dias depois.

No entanto, os sequestros nem sempre terminaram com a libertação dos reféns. Em 20 de março último, por exemplo, o pároco de San Marco foi encontrado morto, sete dias após ter sido sequestrado. Na ocasião, o bispo de Enugu, Callistus Onaga, expressou o seu pesar pelo facto da polícia não ter conseguido salvar o sacerdote, apesar de dizer que estava a seguir o rasto dos sequestradores, enquanto estes continuavam a tirar dinheiro da conta do padre, com a tarjeta bancária.

Meses depois, o clero da diocese de Enugu saiu à rua para exigir mais segurança, depois do homicídio do padre Paul Offu, assassinado a 1 de agosto. O sacerdote, pároco de Santiago, foi atingido a tiro por um grupo de pessoas armadas quando conduzia o seu automóvel na estrada que liga Ihe-Agbudu Road a Awgu, recorda a agência Fides.
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