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Trabalhadores humanitários assassinados no Congo
Texto F.P. | Foto OMS | 29/11/2019 | 10:16
Vítimas estavam integradas nas equipas que lutam contra a epidemia de ébola na região este do país. Foram mortas por grupos armados em dois ataques que provocaram ainda cinco feridos
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Quatro trabalhadores humanitários que lutavam contra a propagação do ébola na região este da República Democrática do Congo (RDC) foram assassinados por grupos armados e outros cinco ficaram feridos. «Morreram no cumprimento do seu dever enquanto trabalhavam para salvar os outros. O mundo perdeu valentes profissionais», reagiu o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus.

Os ataques ocorreram na noite de quarta-feira, 27 de novembro, num acampamento e num gabinete de coordenação de resposta ao ébola. Entre os falecidos há um membro de uma equipa de vacinação, dois condutores e um oficial de polícia. A maioria das vítimas trabalhava para o Ministério da Saúde congolês.

«O ébola estava a retroceder, mas estes ataques vão dar-lhe força novamente e mais pessoas morrerão como consequência. Será trágico ver mais sofrimento desnecessário em comunidades que já sofreram tanto. Fazemos um apelo a todos os que têm um papel a desempenhar para pôr fim a este ciclo de violência», afirmou o líder da OMS.

Os ataques a trabalhadores da área da saúde, centros de tratamento e comunidades têm sido uma característica frequente neste último surto de ébola nas províncias de Ituri e Kivu do Norte. A insegurança é atribuída à grande quantidade de grupos armados que se movem na região.
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