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Líderes mundiais procuram soluções para alterações climáticas
Texto F.P. | 02/12/2019 | 10:22
A criação de um mercado global de licenças de emissões carbónicas, um sistema que ainda não existe e que atualmente funciona com a venda e troca de licenças para poluir, será uma das questões centrais do encontro
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, preside esta segunda-feira, 2 de dezembro, à sessão de abertura da Cimeira das Nações Unidas sobre o Clima (COP25), que se realiza em Madrid, Espanha, e tem como lema «É tempo de atuar». Está prevista a presença de cerca de 50 líderes mundiais e de delegações de 196 países.

O encontro chegou a estar agendado para o Chile, mas no final de outubro o governo chileno decidiu cancelar o evento alegando não haver condições devido a um movimento de contestação interna e de agitação civil. O governo espanhol avançou então com a proposta de organizar a grande conferência anual sobre Alterações Climáticas e conseguiu ter tudo pronto para a sua inauguração, em Madrid, apesar de a presidência da reunião continuar a pertencer ao Chile.

As contribuições dos países para o Fundo Verde Climático de assistência aos países em desenvolvimento e a criação de um mecanismo de compensação às nações que sofram danos por causa de fenómenos climáticos extremos são alguns dos compromissos a que praticamente todos os países do mundo aderiram, mas que demoram a ser cumpridos quatro anos depois da assinatura do Acordo de Paris.

Do lado da ciência, o sentido de emergência é claro: os mais recentes relatórios do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas apontam um cenário já irreversível de subida da temperatura global, subida dos níveis dos oceanos e uma cascata de efeitos combinados que significam catástrofes ambientais nas próximas décadas.

Para cumprir o objetivo definido em Paris em 2015, de limitar o aumento da temperatura global face aos níveis pré-industriais até 2100, será necessária uma redução anual de 7,6 por cento das emissões de dióxido de carbono, segundo os últimos dados das Nações Unidas.

Neste sentido, uma das questões centrais e que poderá obrigar a maratonas negociais é a criação de um mercado global de licenças de emissões carbónicas, que não existe e que atualmente é uma manta regional fragmentada de venda e troca de licenças para poluir, realça a agência Lusa.
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