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Ainda há 40 milhões de pessoas vítimas de escravidão
Texto F.P. | Foto Lusa | 02/12/2019 | 16:24
Por cada mil pessoas no mundo, 5,4 são vítimas da escravidão moderna, segundo dados das Nações Unidas. As mais afetadas por este tipo de abuso são as mulheres e crianças
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A escravidão moderna não está definida em lei, mas é usada como um termo que abrange práticas como trabalho forçado, servidão por dívida e tráfico de seres humanos. Essencialmente, refere-se a situações de exploração que uma pessoa não pode recusar ou deixar devido a ameaças, violência, coerção, engano e abuso de poder. Em todo o mundo, mais de 40 milhões de pessoas ainda são vítimas deste tipo de abuso.

Esta segunda-feira, 2 de dezembro, assinala-se o Dia Internacional para a Abolição da Escravidão e as Nações Unidas apelam ao esforço dos líderes mundiais para erradicarem todas as formas contemporâneas de escravidão, como o tráfico de pessoas, exploração sexual, casamento forçado e recrutamento forçado de crianças para uso em conflitos armados.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), mais de 150 milhões de crianças estão sujeitas ao trabalho infantil, representando quase uma em cada dez crianças em todo o mundo. E dos 24,9 milhões de pessoas em situação de trabalho forçado, 16 milhões são exploradas no setor privado, como trabalho doméstico, construção ou agricultura.

A exploração sexual forçada afeta 4,8 milhões de pessoas e outros quatro milhões enfrentam trabalho forçado imposto por autoridades estatais. As mulheres e meninas são desproporcionalmente afetadas, representando 99 por cento das vítimas na indústria comercial do sexo e 58 por cento em outros setores, adianta a agência da ONU.
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