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Violência suspende ajuda humanitária no Congo
Texto F.P. | Foto Lusa | 03/12/2019 | 07:03
Milhares de pessoas vão ficar sem assistência alimentar temporariamente por não existirem condições de segurança para as equipas humanitárias se movimentarem no terreno
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O Programa Alimentar Mundial (PAM) anunciou recentemente a suspensão temporária da distribuição de ajuda humanitária na região este da República Democrática do Congo (RDC), por falta de condições de segurança para o pessoal que assegurava as operações no terreno. Milhares de pessoas ficarão privadas de assistência alimentar.

A tensão na província de Kivu do Norte tem vindo a aumentar desde o lançamento da operação desencadeada pelo governo contra as Forças Democráticas Aliadas e os grupos armados «estão a atacar civis e populações deslocadas na região, matando dezenas de pessoas e deixando outras isoladas pelo fogo cruzado», explicou o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Charlie Yaxley.

A cidade de Beni tem cerca de 500 mil habitantes, mas segundo o ACNUR, já há pelo menos 275 mil que foram deslocados e vivem nos arredores, em condições degradantes. As crianças necessitam de apoio imediato, pois muitas perderam os seus pais e ficam mais expostas ao recrutamento forçado por parte dos grupos armados. As mulheres também enfrentam riscos de violência sexual, abusos e exploração.

Devido a este clima de insegurança, a Organização Mundial de Saúde (OMS) também já informou que os níveis de vigilância e prevenção do ébola tiveram que ser reduzidos de 86 para 59 por cento, uma vez que um terço do pessoal envolvido na resposta à doença em Beni foi colocado temporariamente em Goma. Até 26 de novembro, a epidemia, declarada em agosto do ano passado, tinha provocado a morte a mais de 2.100 pessoas.
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