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Cardeal propõe um novo processo de paz em Myanmar
Texto F.P. | Foto DR | 03/12/2019 | 15:14
Carta aberta desafia os governantes a criarem uma nova plataforma de diálogo no país, para que seja encontrada a justiça, a verdade e a reconciliação, após décadas de conflito
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O arcebispo de Yangon e presidente da Federação de Conferências Episcopais da Ásia, cardeal Charles Maung Bo, publicou uma carta aberta a apelar aos líderes de Myanmar que abandonem as armas e a violência, e promovam o diálogo com todas as comunidades, de todas as etnias e religiões, procurando iniciar «um novo processo de paz, justiça, verdade e reconciliação.

«Agora é o momento de procurar a verdade. Sou sacerdote, não advogado nem político, pelo que não comentarei nada sobre as iniciativas legais internacionais atuais. Mas sei que para haver paz, deve haver justiça, e para que haja reconciliação, deve haver o reconhecimento da verdade», escreveu o purpurado, citado pela agência Fides.

Na missiva, o cardeal pediu também à comunidade internacional que tenha em conta o bem-estar da população, numa nação que ainda vive as feridas de largos anos de conflito. Tendo em conta os esforços para julgar os responsáveis por crimes contra a humanidade, «não penalizem inadvertidamente os que não são responsáveis e não castiguem o povo de Myanmar no seu conjunto», mas centrem esforços «naqueles que são diretamente responsáveis de perpetrar violações graves dos direitos humanos», sublinhou.

«Durante 70 anos, Myanmar tem sido atormentado por conflitos étnicos, ditaduras e nacionalismos religiosos que levaram a um derramamento de sangue horrível, morte, destruição, escravatura e abusos. Nos últimos sete anos, houve alguns sinais de esperança e de luz, que foram novamente substituídos por novas nuvens escuras», acrescentou Charles Bo, realçando a importância do diálogo inter-religioso no processo de paz e reconciliação do país.
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