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Malária matou mais de 400 mil pessoas o ano passado
Texto F.P. | Foto Lusa | 06/12/2019 | 10:21
Apesar dos progressos alcançados na luta contra a doença, as mulheres grávidas e as crianças continuam a apresentar-se como os dois grupos mais vulneráveis
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O novo relatório mundial sobre a malária, divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), revela que a doença atingiu 228 milhões de pessoas e matou cerca de 405 mil em 2018. Os países mais atingidos não registaram melhorias na taxa de infeções, mas ainda assim, o número de vítimas mortais baixou ligeiramente em relação a 2017.

Em termos de prevenção, a OMS estima que 61 por cento das grávidas e crianças na África Subsariana tiveram acesso a redes tratadas com inseticida em 2018, comparando com apenas 26 por cento em 2010. Na mesma região, a cobertura das grávidas que recebem as doses recomendadas de tratamento aumentou de 22 por cento em 2017 para 31 por cento no ano passado, enquanto que 72 por cento das crianças com menos de cinco anos terão tomado o medicamento preventivo durante a época das chuvas.

Nos países mais atingidos, não houve melhoria na taxa global de infeções entre 2014 e 2018. Um resultado influenciado pela crónica falta de recursos. Para a OMS, além da prevenção, os testes de diagnóstico e tratamento atempado são essenciais para reduzir a mortalidade causada pelo vírus. Ainda assim, cerca de 36 por cento das crianças com febre na África Subsariana não recebem atenção médica.

Segundo os responsáveis da agência, uma estratégia integrada para a malária, pneumonia e diarreia pode ser útil no atendimento clínico em comunidades de difícil acesso. Neste momento, 30 países já usam esta abordagem, mas a maioria dos países da região ainda não o consegue fazer, principalmente devido a problemas de financiamento.
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