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Fátima
Peregrinos de Fátima chamados a imitar comportamento dos Magos
Texto J.B. | Foto Ana Paula | 06/01/2020 | 10:41
Reitor do Santuário de Fátima lembrou aos fiéis que os Magos compreenderam os «sinais de Deus» e «desinstalaram-se do seu conforto», indo ao encontro de Jesus, `Luz´ do mundo
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Os Magos do Oriente são um modelo para os cristãos porque foram ao encontro da `Luz´ do mundo, exemplificou Carlos Cabecinhas, sacerdote e reitor do Santuário de Fátima, na manhã do último domingo, 5 de janeiro, na Eucaristia a que presidiu naquele templo mariano. «Sabemos pouco sobre a sua vida, mas sabemos o essencial: puseram-se a caminho, perceberam os sinais de Deus, desinstalaram-se do seu conforto, seguiram uma estrela e chegaram ao pé do Menino que adoraram e a quem ofereceram os mais belos presentes. É este exemplo que somos chamados a seguir», porque também «hoje, Deus continua a falar-nos através de sinais concretos nas nossas vidas», disse o sacerdote.

O religioso pediu aos peregrinos para que não se tornassem em pessoas dominadas pela indiferença. «Certamente, nenhum de nós que aqui está assumirá a atitude de Herodes (que ameaçado no seu poder queria matar Jesus), mas facilmente podemos cair na indiferença dos habitantes de Jerusalém, ou dos escribas. A nossa fé pode tornar-se rotineira, uma fé assente em hábitos e costumes sem que Jesus Cristo conquiste o nosso coração, sem que O sintamos como luz para a nossa vida. (…) Uma fé adormecida, que não vive a luz de Jesus Cristo é uma fé acomodada, satisfeita consigo mesma e, por conseguinte uma fé morta», explicou o reitor do templo mariano, citado pelos serviços de comunicação do santuário.

Segundo Carlos Cabecinhas, os Magos ensinam os cristãos a terem «uma inquietação permanente» que leva os fiéis a «procurar os sinais de Deus». À semelhança do que tem acontecido em todas as coletas realizadas no Santuário de Fátima nesta época natalícia, também no final desta celebração, os fiéis puderam deixar uma oferta que o Santuário de Fátima enviará para as Irmãzinhas dos Pobres de Campolide, uma instituição dedicada a ajudar «quem sofre por causa da idade, da pobreza, da solidão e outras dificuldades», e está presente um pouco por todo o mundo.

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