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Duas décadas quase sem progressos na igualdade de género
Texto F.P. | Foto Lusa | 15/01/2020 | 07:02
Desigualdade no mercado de trabalho reflete-se na diferença de salários entre homens e mulheres, os cargos desempenhados e as oportunidades para as mais jovens
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A mais recente análise da Organização Internacional do Trabalho (OIT), realizada com base em dados de 115 países, concluiu que a diferença salarial média entre homens e mulheres é de 14 por cento, e que o progresso foi praticamente inexistente nas últimas duas décadas em relação à ocupação de cargos de administração.

Segundo a agência da ONU, cerca de 73 por cento de todos os gerentes são homens, bem como 77 por cento dos trabalhadores artesanais e comerciais, dois grupos que representam as duas categorias onde as diferenças salariais entre géneros são maiores. Em todo o mundo, há muito menos mulheres do que homens em cargos de administração, uma situação que praticamente não mudou desde o início do século.

Quanto à distribuição por regiões, em 2018, a presença de mulheres gestoras era mais alta na América Latina e Caraíbas, com 39 por cento, e na América do Norte e Europa, com cerca de 37 por cento. A Ásia Ocidental e o Norte da África tinham os valores mais baixos, com apenas 12 por cento.

No que se refere à igualdade de oportunidades, o estudo realça que as mulheres mais jovens continuam a ser deixadas para trás. Mulheres com idades entre 15 e 24 anos têm mais probabilidade de ficar desempregadas do que homens na mesma faixa etária, com grandes diferenças em algumas partes do mundo. Nos Estados árabes, por exemplo, a taxa de desemprego das mulheres jovens era cerca do dobro da dos homens da mesma idade na última década.

A taxa de inatividade também é muito maior para as jovens em todas as regiões. A diferença na percentagem de mulheres jovens que não estão empregadas, não estudam ou estão capacitadas é ainda mais acentuada nas áreas rurais. Globalmente, em 2018, a taxa de jovens nessa situação era 30 por cento para mulheres e 13 por cento para homens.
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