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Fátima
Fátima recebeu 6,3 milhões de peregrinos em 2019
Texto F.P. | Foto Lusa | 07/02/2020 | 10:13
Registou-se uma quebra em relação ao ano anterior, mas os responsáveis do santuário destacam que a afluência se mantém superior em relação ao período antes do Centenário das Aparições
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O Santuário de Fátima recebeu o ano passado a visita de 6,3 milhões de peregrinos, menos 700 mil do que em 2018, mas mais um milhão se compararmos com o ano de 2016, antes do Centenário das Aparições e da visita do Papa Francisco. Para os responsáveis do templo mariano, depois do «boom» do ano do centenário, que chegou quase aos dois dígitos, já era expectável uma diminuição da afluência.

Segundo os dados revelados esta quinta-feira, 7 de fevereiro, no encontro com hoteleiros e responsáveis das casas religiosas que acolhem peregrinos, os fiéis que se deslocaram à Cova da Iria em 2019 participaram em mais de 10 mil celebrações. A Capelinha das Aparições continuou a ser o local de eleição dos peregrinos, com cerca de 2,2 milhões de pessoas a participar nas celebrações.

O ano passado inscreveram-se no serviço de apoio aos peregrinos 4.384 grupos organizados, dos quais 2.854 eram estrangeiros (mais 69 do que no ano anterior) e 1.530 eram portugueses (menos 72). A Europa foi o continente com maior número de grupos, com Espanha à cabeça, seguida da Itália e Polónia. Os Estados Unidos tiveram 692 grupos em Fátima, e da Ásia (com destaque para a Coreia do Sul, Filipinas e Vietname) chegaram à Cova da Iria 476 grupos.

Na sessão, realizada no Centro Pastoral de Paulo VI, o cardeal António Marto, bispo de Leiria-Fátima, destacou o «enorme fascínio e poder de atração» que a imagem da Nossa Senhora de Fátima continua a exercer sobre as pessoas, e recordou que o santuário se mantém como «um oásis de esperança» num mundo marcado pela violência e pela globalização da indiferença e do vazio espiritual.

«A globalização torna-nos vizinhos, mas não nos torna automaticamente irmãos e sente-se muito a solidão, uma solidão interior, mesmo dentro das próprias famílias, quando não há comunicação, embora os contactos hoje sejam feitos de forma mais fácil, mas não há nada que substitua a relação interpessoal e Nossa Senhora consegue isso», afirmou o purpurado.

O reitor do santuário, padre Carlos Cabecinhas, por sua vez, salientou a importância do ano 2020 para a vida e história do espaço mariano, com a comemoração de três centenários: o da morte da vidente Jacinta Marto (canonizada em 2017 pelo Papa Francisco); o da imagem de Nossa Senhora de Fátima venerada na Capelinha das Aparições e o do início do ministério episcopal de José Alves Correia da Silva na Diocese de Leiria e que é considerado o «grande Bispo de Fátima» pelo papel que teve no reconhecimento dos acontecimentos de 1917.
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