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Lançado guia para proteger crianças em situações de conflito
Texto F.P. | Foto Lusa | 14/02/2020 | 07:02
Mais de metade da população da maioria dos países afetados pela guerra tem menos de 18 anos. Nações Unidas consideram que é preciso fazer mais para proteger os menores dos impactos nocivos originados pelos confrontos
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A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou esta semana um guia para ajudar os mediadores a reforçarem a proteção das crianças em situações de conflito armado. A publicação estabelece que «as necessidades e os direitos das crianças devem ser considerados durante todas as fases do conflito, desde os esforços de prevenção à mediação e recuperação, passando pelo desenvolvimento sustentável e inclusivo».

Na sessão de apresentação, o secretário-geral da ONU, António Guterres, lembrou que «crianças com menos de 18 anos constituem mais de 50 por cento da população da maioria dos países afetados pela guerra e estão entre as mais vulneráveis, incapazes de se proteger do seu impacto», adiantando haver «cerca de 250 milhões» de menores a viver em países em guerra.

O guia «Orientação Prática para Mediadores para a Proteção de Crianças em Situações de Conflito Armado» apresenta experiências de diversos contextos que trouxeram resultados tangíveis para meninos e meninas afetados, entre elas vários casos da Colômbia, Sudão do Sul e Nepal, que retratam a libertação de forças ou grupos armados e a reintegração na vida civil.

De acordo com o líder da ONU, em 2018 mais de 12 mil crianças foram mortas ou mutiladas em conflito, sendo «os números mais altos registados desde 1996, quando a Assembleia Geral criou o mandato» do representante especial para Crianças e Conflitos Armados. Guterres recordou ainda que «mais de 24 mil violações foram documentadas e verificadas, em comparação com 21 mil em 2017».
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