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Bispos queixam-se da insegurança na Nigéria
Texto F.P. | Foto Lusa | 21/02/2020 | 07:03
Prelados denunciam o aumento da violência contra os cristãos e falam em discrepâncias entre os diversos sistemas de segurança locais e nacionais. Governo é acusado de promover políticas que agravam as divisões étnicas e religiosas
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«Os seres humanos são massacrados por terroristas que parecem ter colocado a mira nos cristãos. A segurança da vida e da propriedade já não se pode garantir na Nigéria», afirmou recentemente o bispo de Awka, Paulinus Ezeokafor, lançando um apelo ao fortalecimento urgente dos organismos de segurança locais e estatais.

Citado pela agência Fides, o prelado apontou discrepâncias entre os diversos aparelhos de segurança locais, e deu, como exemplo, o caso de dois sacerdotes da diocese de Awka que foram sequestrados no estado de Ondo e logo resgatados pelas forças governamentais do estado de Anambra.

Mas Ezeokafor não é a única voz do episcopado católico nigeriano a denunciar a violência, em particular contra os cristãos, e a pedir às autoridades federais e locais que garantam a segurança de todos. No funeral do seminarista sequestrado e assassinado, no estado de Kaduna, o bispo de Sokoto, Matthew Kukah, dirigiu duras acusações ao Presidente Muhammadu Buhari, que havia sido eleito com a promessa de restaurar a segurança no país.

Na sua intervenção, Kukah contestou não apenas a insegurança que reina na Nigéria, mas também as políticas que têm aprofundado as divisões étnicas e religiosas entre o norte e o sul do país.
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