Mundo
ONU procura soluções para milhões de desalojados
Texto F.P. | Foto Lusa | 27/02/2020 | 07:02
Há 41 milhões de pessoas em todo o mundo que estão deslocadas dentro dos seus próprios países. Secretário-geral das Nações Unidas considera a situação «inaceitável»
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O secretário-geral das Nações Unidas desafiou esta semana os líderes dos governos, organizações internacionais, sociedade civil e o setor privado a darem mais atenção à situação dos deslocados internos, pedindo-lhes novas ideias para travar este flagelo, proteger e ajudar melhor as pessoas deslocadas e identificar soluções mais rápidas para o problema do deslocamento forçado.
António Guterres, que falava na sessão de abertura de uma reunião de alto nível sobre o tema, em Genebra, na Suíça, recordou que 41 milhões de pessoas estão deslocadas dentro dos seus países, tendo sido obrigadas a deixar as suas casas por causa de conflitos e violações de direitos humanos.
«É inaceitável que milhões de pessoas sejam desalojadas tão brutalmente dos seus lugares e que permaneçam sem soluções durante anos. Ser deslocado não deveria ser um problema interminável», afirmou o líder da ONU, sublinhando que o problema continua a verificar-se no Corno de África, no Afeganistão, Camarões, República Democrática do Congo, Sudão do Sul e Iémen.
Para o ex-presidente do Banco Africano de Desenvolvimento e atual líder do Fundo Mundial da luta contra a Sida, tuberculose e malária, é urgente a realização de uma análise à situação mais profunda e abrangente. «Precisamos examinar as causas sociais e económicas subjacentes ao deslocamento, incluindo a pobreza, desigualdade, marginalização e exclusão, as fragilidades ambientais e o impacto do deslocamento nas sociedades e nos países, para podermos propor as soluções adequadas», destacou o responsável.
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