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Mais de metade dos venezuelanos obrigados a reduzir as refeições
Texto F.P. | Foto Lusa | 27/02/2020 | 10:20
Relatório do Programa Alimentar Mundial revela que cerca de 9,3 milhões de pessoas não têm acesso a alimentos, mesmo que estejam disponíveis, devido à hiperinflação
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Após uma avaliação às carências nos lares venezuelanos, feita a pedido do governo de Nicolás Maduro, o Programa Alimentar Mundial (PAM) concluiu que cerca de um terço da população tem dificuldade em obter alimentos em quantidade suficiente e 60 por cento dos venezuelanos foram obrigados a reduzir as porções diárias de comida.
«Aproximadamente um terço da população, sofre do que é tecnicamente chamado insegurança alimentar moderada ou grave. Cerca de 9,3 milhões de venezuelanos não têm acesso a alimentos, mesmo que estejam disponíveis no país, devido à hiperinflação e quatro em cada dez famílias também sofrem cortes nos serviços de eletricidade e água», refere a organização em comunicado.
De acordo com o PAM, citado pela agência Lusa, um grande número de venezuelanos come apenas cereais, raízes ou tubérculos diariamente e a hiperinflação significa que os seus salários não chegam para comprar os bens mais básicos. A falta de alimentos é um problema em todo o país, mas atinge proporções mais graves em alguns estados, como o Delta Amacuro, Amazonas e Falcón. E mesmo nas regiões menos afetadas, estima-se que aproximadamente uma em cada cinco pessoas esteja em insegurança alimentar ou em situação de «insuficiente ingestão de alimentos».
Na avaliação, que teve por base 8.375 questionários e em que 33 por cento dos inquiridos referiram que para sobreviver aceitaram fazer trabalhos a troco de comida e 20 por cento tiveram que vender os haveres familiares para comprar alimentos, conclui-se também que quatro em cada 10 famílias sofrem interrupções diárias de eletricidade e água e 72 por cento têm um suprimento irregular de gás.
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