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Delegação católica impedida de entrar na Eritreia
Texto F.P. | Foto ECA | 26/02/2020 | 17:33
Líderes religiosos etíopes foram barrados no aeroporto, onde estiveram retidos 16 horas, antes de serem informados que não estavam autorizados a entrar no país. A comitiva pretendia celebrar o jubileu da Igreja de Asmara
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Uma delegação católica etíope foi retida durante 16 horas no aeroporto de Asmara, na Eritreia, e forçada a regressar a Addis Abeba. A comitiva, composta pelo cardeal Bérhaneyesus Demerew, pelo bispo Musie Ghebregiorghis, e por Abba Fikre, secretário da Conferência Episcopal da Etiópia, pretendia participar nas celebrações dos 50 anos do arcebispado de Asmara.
«A sua única culpa foi terem desejado celebrar, junto com os irmãos eritreus, um feriado religioso», reagiu em comunicado o Secretário Católico da Etiópia, sublinhando que esta proibição de entrada no país é a «demonstração evidente da fragilidade do chamado processo de paz». «Não há paz que viole os direitos e liberdades das pessoas e das religiões. Condenamos o gesto cometido contra a delegação etíope e expressamos a nossa solidariedade com a Igreja Católica na Eritreia, que vive um contexto muito complexo», refere a mesma nota, citada pela agência Fides.
Apesar das aberturas alcançadas no processo de paz entre a Etiópia e a Eritreia, ainda existe uma profunda desconfiança entre os dois países. Trinta anos de guerra pela independência, seguida de uma guerra fratricida que causou dezenas de milhares de mortes e 20 anos de tensão, não estão eliminados por completo. O regime de Asmara, um dos mais duros do continente africano, continua a demonstrar desconfiança em relação às autoridades políticas e religiosas da Etiópia.
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