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Habitantes das ilhas gregas protestam contra os migrantes
Texto F.P. | Foto Lusa | 27/02/2020 | 15:08
Manifestações junto aos locais onde estão a ser construídos novos acampamentos terminaram em confrontos com a polícia. O primeiro-ministro apela à calma e recorda com as infraestruturas ficam longe das zonas urbanas
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Os habitantes das ilhas gregas de Lesbos e Chios estão em pé de guerra contra os novos acampamentos de migrantes e resolveram protestar nas ruas, o que levou a confrontos com a polícia anti-motim e causou dezenas de feridas, entre manifestantes e agentes da autoridade.

Em Lesbos, centenas de pessoas concentraram-se em Mantamados, uma povoação próxima do local onde está a ser construído o novo acampamento local, e lançaram pedras contra a polícia, que respondeu com granadas de gás lacrimogéneo e balas de borracha. Dos confrontos resultaram feridos 10 manifestantes e dezenas de polícias, segundo fonte policial.

Na ilha de Chios, os protestos juntaram cerca de 2.000 pessoas, tendo um grupo de manifestantes invadido um hotel onde estavam alojados os polícias, para os atacar. Oito agentes ficaram feridos.

Em reação às manifestações, o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, apelou à calma e recordou que «os trabalhos de construção já começaram» e que «os novos acampamentos estão situados muito longe das áreas urbanas». Mais de 38 mil migrantes continuam em condições deploráveis nos acampamentos das ilhas de Lesbos, Samos, Chios, Leros e Kos, que oficialmente só têm capacidade para 6.200 pessoas.
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