Membros de governos e organizações indígenas da América Latina estão reunidos em Cartagena das Índias, na Colômbia, para discutir a problemática do trabalho infantil. O encontro que decorre até amanhã, 10 de Março, visa a discussão de estratégias no combate à exploração de crianças e adolescentes. Serão também analisados os motivos que desencadearam o fenómeno, explica a agência Adital. O evento conta com 200 representantes de 18 países.
As organizações indígenas serão porta-vozes das preocupações dos pais e mães das comunidades aborígenes. Saúde, educação e desenvolvimento vão estar em debate. Garantir um melhor futuro às crianças e jovens, apesar dos repetidos ataques aos territórios que ocupam, é o grande desafio desta iniciativa. A avaliação efectuada nestes dias servirá de base para a proposta de políticas públicas e outras acções de combate ao trabalho infantil.
Segundo a Organização Internacional do Trabalho e a UNICEF (agência das Nações Unidas para a Infância), só na América Latina há cerca de 17 milhões de menores a trabalhar. Têm entre 5 e 17 anos e grande parte provêm de comunidades indígenas. Abandonam a escola para começar a trabalhar e acabam por ter poucas oportunidades de convívio e desenvolvimento das suas capacidades.